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NÃO TOQUEM NAS MINHAS MÃOS

Valeria Guglietti (AR)



MUSEU DA MARIONETA Claustro
13 de Maio às 23h30


DURAÇÃO
20 minutos
TÉCNICA
Sombras
PÚBLICO-ALVO
Para todos
IDIOMA
Sem palavras

CRIAÇÃO E ACTRIZ-MANIPULADORA Valeria Guglietti

Uma arte única, em que a combinação de mãos e dedos num ecrã branco podem contar um milhão de histórias, mantida apenas por uma mão cheia de indivíduos em todo o mundo: as Sombras com as Mãos. A fantástica evolução da normal sombra, num criativo espectáculo, complementado por música e efeitos sonoros. Uma reminiscência de antigos serões familiares e de espectáculos de magia do século XIX...

Um espectáculo em que as sombras chinesas se encontram com o cinema mudo, as marionetas, o humor e a música para criarem uma colecção de histórias cheias de humor que fascinam todo o tipo de públicos.

Valeria Guglietti é uma eximia “marionetista de sombras feitas com as mãos”. As suas mãos adquiriram uma enorme destreza a partir dos estudos de piano na sua infância e juventude, executando os seus espantosos números com uma vitalidade incrível, demonstrando a agilidade impressionante dos seus dedos. Com estes, consegue imitar todos os tipos de criaturas e insuflar-lhes vida. Conta pequenas histórias com grande habilidade e o público fica espantado com o seu espectáculo e a sua maravilhosa técnica. Há uma grande fascinação quando as sombras das mãos de Valeria se transformam subitamente numa criatura viva.

E entre os distintos blocos de histórias, Valéria ainda nos surpreende com um repertório de números clássicos desta técnica especial do teatro de sombras, como o coelho, o cão que fala, o senhor do chapéu, os dois macacos que falam, discutem e acabam beijando-se, o cisne, o pássaro que voa, e muitos outros que figuram nos livros, mas que ninguém consegue fazer por muito que se esforce. Pois bem, todos esses números são realizados com uma surpreendente naturalidade, sinal inequívoco da sua mestria.

From the beginning of time man has coexisted with his shadow. He began playing with his hands drawing ephemeral forms. Then the Chinese turned these shadows into an art form which has been spread all over the world. With a simple contrast of light and shadow, Valeria Guglietti depends on the wondrous capacity of her hands to create this show, a Chinese shadows spectacle where silent film, puppets, comics and music transport us to a magical world where we can enjoy her stories and characters to the fullest.

LA BELLE ET LA BETE

Scopitone & Cie (FR)



C.A.Ma - Centro de Artes da Marioneta

13 de Maio às 24
14 e 15 de Maio às 23h

DURAÇÃO
15 minutos
TÉCNICA
Teatro de objectos
PÚBLICO-ALVO
Maiores de 10 anos
IDIOMA
Françês
LOTAÇÃO LIMITADA
CRIAÇÃO E ENCENAÇÃO Cédric Hingouët INTERPRETAÇÃO Didier Lahaye

Cédric Hingouët e a sua companhia Scopitone estão de volta, após o sucesso da sua versão “desenfreada” do Capuchinho Vermelho, que esteve no FIMFA Lx6. Agora com novos números incluídos neste ciclo intitulado “Ze Patrècathodics”... Um divertimento absolutamente surpreendente em cena no interior de um televisor acompanhado pelo playback do narrador em vinil, de voz nasalada e uma versão muito livre e pessoal de contos clássicos.

Duas histórias que narram de uma forma inesperada, para um punhado de espectadores, dois bestsellers internacionalmente conhecidos, A Bela e o Monstro e A Pequena Vendedora de Fósforos apresentados por manipuladores incomuns sob a forma de performances televisivas para marionetas “desconjuntadas”, de uma forma completamente louca, com a ajuda de bonecas Barbie, de televisores dos anos 60, com gira-discos, a 45 rotações, e de outros objectos vintage, Scopitone volta-se com ternura e poesia para os contos obsessivos da nossa infância.

La Belle et la Bête: uma performance televisiva para marionetas datadas e um domador efeminado.

MONSTRO, fisicamente "agradável", desportivo, com uma boa situação, tem gosto por certas músicas (45 rotações), jardinagem (rosas), marionetas. BELA, afectuosa, sensual, sincera, cortês, séria, fiel, submissa, têm interesses comuns pela vida em castelos e mais afinidades! Discrição assegurada. Resposta para Scopitone & Cie, em Lisboa.

No programa… contos do repertório clássico. “A Bela e o Monstro”,.... “A Pequena Vendedora de Fósforos”... E não vamos dizer mais nada. Apenas um conselho: olhem bem cada objecto, estiquem as vossas orelhas, abram os vossos olhos, observem um trabalho executado ao milímetro, com uma colecção cuidadosa de objectos de culto, de símbolos, de cores... não se esqueçam de nada, é todo um mundo ressuscitado durante o tempo do espectáculo. Deixem as crianças com a ama, não têm grande coisa a fazer aqui, não ficarão seriamente chocados, mas o seu universo aqui amadureceu... - Karagöz.

The French company Scopitone&Cie presents new versions of their Ze Patrècathodics cycle… An absolutely surprising amusement in the interior of an old television, followed by the playback narrator, in vinyl record, with a nasal voice and a very free and personal version of old classic stories. Two known internationally bestsellers, The Beauty and the Beast and The Little Match-Seller, are presented by two uncommon performers, in a completely mad and naughty way, with the help of Barbie dolls, televisions from 60s, old pickups and other vintage objects... The result it’s an old-fashioned TV clip with kitsch humour… A must!

LA P'TITE MARCHANDE D'ALLUMETES

Scopitone & Cie (FR)



C.A.Ma - Centro de Artes da Marioneta

13 de Maio às 24
14 e 15 de Maio às 23h

DURAÇÃO
15 minutos
TÉCNICA
Teatro de objectos
PÚBLICO-ALVO
Maiores de 10 anos
IDIOMA Françês
LOTAÇÃO LIMITADA

CRIAÇÃO E ENCENAÇÃO Cédric Hingouët INTERPRETAÇÃO Nathalie Le Flanchec


Peguem no televisor do vosso avô.
Esvaziem-no e cuidado para não partirem o vidro.
Arranjem-no ouvindo uma história popular.
Convidem um animador ágil e as suas peculiares marionetas.
Coloquem tudo num universo ao estilo Abbé Pierre.
ABRACADABRA
Repitam esta fórmula 4 vezes.
ZE PATRECATHODICS estão lá e esperam-nos nas suas caravanas para vos fazerem descobrir a televisão do papá.

La P'tite Marchande d’Allumettes: uma performance televisiva para marionetas datadas e uma apresentadora afectada. Nunca mais veremos este conto da mesma forma...

É Natal,
Os vendedores vendem castanhas, lagostas, vinis, vinho, perus, cigarros, grinaldas..
Agora os fósforos... Insiste rapariga!

Um universo absolutamente kitsch provoca-nos sobre o terreno de uma suave loucura que faz bem... Sigam as instruções... Il était une fois...

MOGRR...

La Cie de l’Auriculaire (FR)



LGO. DO CHIADO RUA GARRET
15 e 16 de Maio às 19h

C.A.Ma - Centro de Artes da Marioneta

15 e 16 de Maio às 23h30

DURAÇÃO
20 minutos
TÉCNICA
Marionetas e máscaras
PÚBLICO-ALVO
Para todos
IDIOMA Sem palavras

CONCEPÇÃO, MARIONETAS E ACTOR-MANIPULADOR Julian Aillet COLABORAÇÃO NA CONSTRUÇÃO DE MÁSCARAS Michael Sarunac

Mogrr...?

Não é a estranha personagem que empurra um surpreendente carro, como um improvável vendedor de gelados. Também não é o nome de um dos quatro pequenos monstros que vivem e trabalham como ele neste minúsculo e degradado retábulo de feira. Eles são Crado, a besta sem olhos, Thérèse, a bonita dançarina ciclope, Beutral, o cómico de pano e Gaby, fundo de uma gamela de circo. Não, não, Mogrr é o patrão, o pequeno Monsieur Loyal, que, à força de abusar da sua autoridade, toma-se por um ogre exigindo o inaceitável.

Não há nenhum vestígio do linguajar e fúria “guignolesca”, esta história vem da extremidade dos dedos... indo ao encontro de Monsieur Hulot, numa postura ingénua e curiosa. Uma forma de estar, um olhar. Presença de monstros, provocadora e surpreendente, testemunho burlesco e terno da humanidade. Porque o conto, aqui ou noutro lugar, é um pretexto para se compartilhar um momento...

É um pequeno conto visual, uma espécie de mostruário de monstros. O reencontro com um visitante de um outro sonho, dos que vivem sobre as nossas camas: um apresentador de seres turvados. Uma história entre sonhos e pesadelos, frágil e com humor... o instante de um frisson. Mogrr...

Queria que “Mogrr…” fosse uma pequena coisa, um sonho que possa libertar-se dos muros do teatro e do texto, um espectáculo mudo e intimista que possa dizer muito, com pequenos nadas, falar ao coração sem nada demonstrar. Um espectáculo ritmado por pequenas caixas de música... - Julien Aillet

Mogrr…? Its not the strange character that pushes a strange car, as an improbable ice-cream salesman. It is not the name of one of the four small monsters that live and work with him. They are Crado, the beast without eyes, Thérèse, the cyclope beautiful dancer, Beutral, the comic and Gaby. No, No, Mogrr is the boss, the little Monsieur Loyal, that demands the unacceptable. A small visual story, like a monsters cabinet… A story between dreams and nightmares, sad and with humour… Mogrr…

KALEIDOSCOPIK CREATURE | CRIATURA CALEIDOSCÓPICA

Le Moulin aux Chimères (FR)







CENTRO CULTURAL DE BELÉM
Jardim das Oliveiras
16 de Maio das 10h30 às 12h30 das 14h às 16h das 20h às 21h
17 e 18 de Maio das 14h às 19h


DURAÇÃO DE CADA SESSÃO
15 minutos (cada sessão)
TÉCNICA
Manipulação de luzes e de objectos
N.º MÁXIMO DE ESPECTADORES
30
PÚBLICO-ALVO
Para todos
IDIOMA
Sem palavras
LOTAÇÃO LIMITADA

Em Parceria com o Centro de Pedagogia e Animação
Centro Cultural de Belém

CONCEPÇÃO E ENCENAÇÃO
Emmanuel Rannou PERFORMERS Emmanuel Rannou e Benjamin Georges MÚSICO Stephane Holweck


Um caleidoscópio gigante... uma maravilha visual imperdível.
Explosão de luz, cores e formas psicadélicas num ambiente especial, rodeado de imagens vivas e poéticas.

O público é convidado a instalar-se no interior de um curioso casulo, como uma nave espacial, a spaceship... as luzes apagam-se... ficamos submergidos no coração da escuridão. Quando as cortinas se abrem um novo universo se revela aos nossos olhos... Vivemos agora o aparecimento da luz, a eclosão do som e o desdobramento de uma estranha criatura. Absorvidos por múltiplas metamorfoses, viajamos entre a surpresa, o êxtase, o bem-estar... um universo onde as imagens e os sons parecem ser desenhados e orquestrados por mãos invisíveis.Bem-vindos à spaceship!

... Venha descobrir esta maravilha visual. O Kaléidoscope é uma criação alucinante de Emmanuel Rannou... Concebeu um espectáculo incrível... Explosão de luzes, de cores e de formas psicadélicas ao som de música electrónica. Parece que estamos no interior de um videoclip. Quase que esquecemos a performance do manipulador atrás de tudo isto... Entre a performance visual e o teatro de imagens, o Kaléidoscope faz parte desses espectáculos que devemos ver ao menos uma vez na vida. - Marmaille

A giant kaleidoscope… a visual marvellous wonder that you cannot lose!An outburst of light, colours and psychedelic forms will take place in a very special environment, surrounded by lively and poetic images. The audience is invited to settle down in the interior of a peculiar cocoon, like a spaceship ... the lights are turned off ... we are submerged in heart of darkness. When the curtains open, a new universe appears in front of our eyes... The appearing of the light, the breakout of the sound and the unfolding of a strange creature. Multiple metamorphoses take us travelling between surprise and well-being ... a universe where images and sounds seem to be drawn and organized by invisible hands.


IGLO

Babok (NL)





CENTRO CULTURAL DE BELÉM
Jardim das Oliveiras
16 de Maio das 14h às 16h30
17 e 18 de Maio das 15h às 17h30

DURAÇÃO
Aprox. 1
50 minutos
TÉCNICA
Teatro de objectos
PÚBLICO-ALVO
Para todos
IDIOMA
Sem palavras

Em Parceria com o Centro de Pedagogia e Animação Centro Cultural de Belém


CONCEPÇÃO E INTERPRETAÇÃO Carina de Wit e Guido Bevers FOTOGRAFIA Renèden Engelsman

IGLO é o primeiro projecto da companhia Babok.
O cruzamento entre uma exposição interactiva e uma performance de rua.

Apresenta dois habitantes de uma simples e pequena habitação.
Na rua estas duas figuras parecem estar fora do seu lugar com os seus animais mecânicos e estranhos hábitos.
Parece que eles querem ficar neste ambiente “não familiar”.

Uma pequena casa com uma pequena cúpula, que age como uma escultura iluminada e uma peep box teatral. A sua aparência impressionante cria um grande contraste com o que a rodeia, mas ao fim de algum tempo começa a fazer parte do ambiente. Pode ser colocada perto de um edifício ou ser construída à volta de uma árvore. O público que passa decide por si próprio se deve espreitar o espaço privado dos seus habitantes. O que estão ali a fazer? Posso entrar? Quando virão cá fora? Quanto tempo vão ficar? Para satisfazer a nossa curiosidade, significa que temos de arriscar...

Babok cria teatro visual e de objectos representado de uma forma absurda. Apresentam-se no espaço público com uma linha muito ténue entre os intérpretes e o público.

A companhia Babok, criada em 2005, é a aventura de dois actores, cenógrafos, artistas plásticos e encenadores, Carina de Wit e Guido Bevers. Ambos têm experiência no teatro de objectos e de rua. Pertenceram ao grupo de teatro visual Warner & Consorten durante vários anos. Actuaram em vários festivais internacionais e têm colaborado com diferentes artistas à volta do mundo. Com esta experiência, decidiram começar a projectar um novo teatro para o espaço público. Projectos de pequena escala, acessíveis a todos. Apresentados na realidade existente, na vida e nos ambientes diários das pessoas. O espaço público está cheio de todos os tipos de regras (invisíveis). De que forma são as pessoas condicionadas? É possível criar novas regras ou pelo menos alterá-las? Esperam que pelo menos os que passam distraídos sintam algo...

Iglo is Baboks first project. A crossover between an interactive exhibition and a street performance. A small domed little house, which acts as an illuminated sculpture and theatrical peep box. It features two inhabitants of a simple, small building. In the streets these two figures seem out of place with their mechanical animals and odd habits. It appears that they want to settle in this “unfamiliar” environment. The performance looks at alienation and how to adapt, as well as the particular characteristics of people. Iglo is presented as an installation. This striking appearance forms a big contrast with its surroundings, but at the same time starts to fit in with it. It can be stuck to a church, build around a tree or placed against an office building. The audience members and people passing by decide for themselves to have a peep inside the private space of the inhabitants. What are they doing there? Can I enter? When will they come outside? How long will they be staying? To satisfy your curiosity means to take a risk.

MARVELLOUS BOX OF PEEPS & DELIGHTS

Pickled Image (UK)



TEATRO MARIA MATOS
20 e 21 de Maio às 21h30 e 23h

DURAÇÃO
20 minutos
TÉCNICA
Mista

PÚBLICO-ALVO
Maiores de 12 anos

IDIOMA
Sem Palavras


IDEIA, CRIAÇÃO, ENCENAÇÃO E MANIPULAÇÃO Victoria Andrews e Dik Downey

O que estará dentro da maravilhosa Box of Peeps & Delights?
Apenas você pode descobrir…

Um pequeno espectáculo com a nostalgia das coisas belas, mas marotas, dos anos 50.

Espreite pelo buraco atrás da misteriosa cortina para descobrir um maravilhoso mundo cheio de marionetas, animação e tesouros escondidos. Pickled Image apresenta uma série de quadros marionetísticos que descrevem várias cenas, espreite e pode ver Dolores the Divine! A não perder...!

É uma admirável evocação dos dias dos artistas ambulantes, muito elegante. Dik Downey encoraja-nos a “Roll Up! Roll Up!” Apanhe a sua vez para espreitar a caixa. “Venham rapazes, aqui está a vossa oportunidade para verem uma mulher a sério!”, grita, e para as raparigas: “Não gostava de ter o charme dela?” É claro que parte da graça está em ver a reacção da audiência... que colapsa em gargalhadas, quando espreita pelo pequeno buraco para Dolores the Devine, uma bonita marioneta, com uma certa idade, que já foi sem dúvida há muitos anos a mais bela do baile, só que agora está um pouco encarquilhada e gasta, mas que ainda ali está, depois deste tempo todo, abanando-se e provocando. Como num bom espectáculo de marionetas, está ali tudo em detalhe - Dolores the Devine é uma criatura deliciosa e eu gostei especialmente dos seus mamilos com rouge, do colar de pérolas e do cigarro pendurado nos seus lábios. - Dorothy Max Prior, Animations

What’s inside the marvellous box of peeps & delights?
Only you can find out…Gaze through the peephole behind the curtain of mystery to discover a beautifully crafted world of puppets, animation and hidden treasures. Pickled Image present a series of puppet tableaux depicting various scenes, peek through the key hole and you may see Dolores the Divine!

ANARKELI

Prakash Bhatt (IND)



MUSEU DO ORIENTE

21, 22 e 23 de Maio às 22h15

24 de Maio às 12h30 25 de Maio às 17h30

PÇ. LUÍS DE CAMÕES

21, 22 e 23 de Maio às 18h


DURAÇÃO
20 minutos
TÉCNICA
Marionetas de fios
(marionetas tradicionais do Rajastão)

PÚBLICO-ALVO
para todos
IDIOMA
Sem Palavras


ACTOR-MANIPULADOR
Prakash Bhatt


A tradição das marionetas do Rajastão, uma das mais conhecidas na Índia. Uma arte ancestral e internacionalmente reconhecida. A oportunidade única de observar de perto um dos grandes mestres indianos e as suas belas marionetas.

O Kathputli, que no idioma hindi significa literalmente “marionetas que dançam”, é a arte das marionetas de fios da província do Rajastão. A sua origem remonta muito provavelmente ao século VIII, no seio dos Bhatt, casta de marionetistas e músicos do Rajastão, com o objectivo de entreter os Marajás, uma vez que a caça e os combates já não eram suficientes para os divertirem. A sua popularidade foi crescendo, realizando-se os seus espectáculos em mercados, escolas, aldeias...

Tradicionalmente, são as mulheres que pintam os seus rostos e confeccionam o seu guarda-roupa, os homens constroem as cabeças em madeira, normalmente de madeira de mangueira, e manipulam as marionetas, de um modo geral, através de um único fio, fixado numa das suas extremidades, no alto da cabeça e, a outra, na cintura. Um dos factores mais interessantes e curiosos é o linguajar característico dos marionetistas, produzido por articularem os sons através de uma espécie de “palheta” (com um efeito similar à dos nossos Robertos ou do Punch), feita de um pequeno pedaço de bambu e de pele, chamada de boli. A utilização de assobios estridentes cria uma dinâmica e uma alegria especial à sua actuação.

O espectáculo de Prakash Bhatt mantém-se fiel à arte popular e tradicional de Kathputli, diferentes marionetas indianas (o malabarista, a dança do ventre, o mágico, o Marajá no seu cavalo, o encantador de serpentes...) surgem em diferentes danças, ao ritmo da música tradicional do Rajastão, que irão fascinar pela sua força e autenticidade...

The Kathputli which literally means in Hindi “dancing Puppets”, is the string puppets art from Rajasthan area in India.
It was initially conceived around the 8th century by the Bhatt family, which was a Rajasthan puppeteer and musician cast. They played this show in order to entertain the Maharadjah, who was getting bored with hunting and battles.
In this show, which remains faithful to the traditional and popular art called Kathputli, various Indian puppets (juggle, magician, Maharadjah on his horse, snake charmer) follow one another, dancing on Rajasthan traditional music rhythms.Prakash Bhatt, puppeteers master from Rajasthan belongs to this famous puppeteers caste which transmit their know-how for many generations. In love with his art, he hopes to perpetuate and pass on to a large audience (adults and children) who will be under the spell of this strong and genuine ancestral art.