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THE ARMATURE OF THE ABSOLUTE

Buchinger’s Boot Marionettes ( FR )







MUSEU DA MARIONETA
13, 14, 15 e 16 de Maio às 22h

DURAÇÃO
60 minutos

TÉCNICA
Marionetas de fios, objectos e máscaras

PÚBLICO-ALVO
Maiores de 12 anos

IDIOMA
Francês

ENCENAÇÃO, TEXTO, MÚSICA, CONSTRUÇÃO DE MARIONETAS E ACTOR-MANIPULADOR
Patrick Sims CENOGRAFIA E CONSTRUÇÃO, FIGURINOS, MARIONETAS E ACTRIZ-MANIPULADORA Mafalda da Câmara CENOGRAFIA E CONSTRUÇÃO, ADEREÇOS, MÁQUINAS E ACTOR-MANIPULADOR Richard Penny FIGURINOS, CONSTRUÇÃO DE MARIONETAS E ACRTIZ-MANIPULADORA Josephine Biereye ACTOR-MANIPULADOR Philippe Hauer DESENHO DE LUZ Julian Weare TÉCNICO DE SOM Oriol Viladomiu


A companhia Buchinger’s Boot Marionettes surpreende pela complexidade e perfeição das suas marionetas. O misterioso universo criado por este grupo é como um gabinete de curiosidades, uma sala de maravilhas – onde um ser ou um objecto extraordinário é substituído por outro, cada vez mais singular. Este mundo transitório contém todo o tipo de raridades criadas pela natureza e pelo homem. Têm especial presença as marionetas e artefactos feitos a partir de ossos, madeira, metal, plantas, insectos, bactérias, animais e cópias artificiais (embalsamadas, conservadas, antropomórficas, mecanizadas), ferramentas, instrumentos estranhos, tudo para iluminar, maravilhar e, simultaneamente, perturbar, provocar e causar horror. A mistura única de técnicas e de marionetas dos Buchinger’s Boot, a sua música orgânica, para além de belas e inquietantes imagens, têm encantado o público por toda a Europa, deixando-o impressionado, desconcertado e cativado.

Buchinger’s Boot Marionettes estreou The Armature of the Absolute a 1 de Novembro de 2007, em Barcelona, uma obra sobre Alfred Jarry, assinalando nesta data o centenário da morte do poeta, marionetista e fundador da Patafísica, inventor do Rei Ubu, grotesca marioneta humana, ávida de poder e dinheiro.

O espectáculo recria o seu peculiar universo, entre o simbolismo e o surrealismo, com inquietantes e únicas marionetas de fios, objectos e mecanismos que são activados por quatro hábeis manipuladores, eles próprios personagens com máscaras que, na sua maioria, têm a fisionomia das marionetas. A exigente manipulação e o ambiente sonoro colaboram para criar o clima apocalíptico que se respira.

Inspirado num estudo erudito sobre as diversas biografias de Jarry, numa firme compreensão da sua obra e um geral entendimento da Patafísica, o Colégio dos Patafísicos, as suas publicações e nos seus seguidores underground no ciberespaço, eternidade, ou lado nenhum - os Buchinger’s Boot Marionettes criaram um espectáculo único, singular e inesquecível.

Um espectáculo de marionetas verdadeiramente alucinante e a não perder!


Terrífico, surpreendente, surrealista e cómico... Peguem em David Lynch na fase “Eraserhead”, “O Estranho Mundo de Jack” de Henry Sellick e Tim Burton, juntem “Le Chien Andalou” de Bunuel e as pinturas negras de Goya. Agitem fortemente durante sessenta minutos e obtêm este espectáculo completamente louco... O espectáculo é sombrio e orgânico. Não é preciso procurar sentido em tudo, está cheio de emoções, de choques visuais, numa ambiência sonora catastrófica. Uma homenagem sagrada a Jarry.
- CH. L, Corse Matin


The universe created by Buchinger’s Boot is like a chamber of wonders, where one extraordinary object or being replaces another, each time more singular than before. This transient world contains all significant things and rarities created by both nature and man, where nothing human is alien. Particularly present are marionettes and sets made from bones, woods, metals, plants, insects, bacteria, animals and their artificial copies (stuffed, preserved, anthropomorphisized, mechanized)… tools, foreign instruments, all that enlightens, pleases and horrifies the eye. Such a collection points to a terror of classification where possibilities and combinations spiral into chaos, and the idea of enclosing nature in a closet becomes a parable for fragile interpretations, being and its foetuses.

The Armature of the Absolute is a work created to celebrate the 100th anniversary of the death of Alfred Jarry, poet, puppeteer and pataphysician. The premiere was in 1st November 2007 (centenary of poet’s death) at Barcelona.

Buchinger’s Boot unique blend of puppetry techniques along with their organic, circuit-bending soundtracks and beautifully disturbing images, have resonated in its audiences throughout Europe, often leaving them moved, shocked, bewildered and enthralled… don’t loose this special show.

KAMP

Hotel Modern (NL)



CENTRO CULTURAL DE BELÉM
Pequeno Auditório
15, 16 e 17 de Maio às 21h

18 de Maio às 16h

DURAÇÃO
60 minutos

TÉCNICA
Mista

PÚBLICO-ALVO
Maiores de 8 anos

IDIOMA
Sem palavras


Espectáculo apresentado em parceria com o CCB


REALIZADORES E ACTORES
Arlène Hoornweg, Pauline Kalker, Herman Helle CONCEITO DE SOM Ruud Van der Pluijm TÉCNICOS Edwin van Steenbergen, Marcel Lugtenborg ASSISTENTES DE CENOGRAFIA E CONSTRUÇÃO DE MARIONETAS Stefan Gross, Dirk Vroemen, Cathrin Boer, Heleen Wiemer, Annette Scheer, Marije de Wit, Kirsten Hutschemakers, Wilco Kwerreveld, Florus Groenewegen, Arwen Linnemann, Lutz Driessen, Sasja van der Zanden, Brigid Noone

A companhia Hotel Modern procura imaginar o inimaginável: o maior massacre da história, cometido numa cidade construída propositadamente para esse efeito.

Uma enorme maquete à escala do campo de concentração de Auschwitz enche todo o palco. Barracões superpovoados, uma linha-férrea, um portão com as palavras “Arbeit macht Frei” (O trabalho Liberta). Sessenta anos depois da sua desocupação, Auschwitz transformou-se num ícone negro da era moderna, uma catástrofe mítica, quase um conto de fadas. O que aconteceu ali é difícil de acreditar, por vezes até mesmo para aqueles que experimentaram aquele terror. Em Kamp, Hotel Modern procura reencenar a realidade histórica.

No palco, os actores, milhares de pequenas marionetas com de oito centímetros de altura, construídas à mão, representam os prisioneiros e os seus carrascos. Os manipuladores movem-se em cena como repórteres de guerra gigantes, filmando em directo os terríveis acontecimentos com câmaras em miniatura, e projectando-os em tempo real num grande ecrã, enquanto o público se converte em testemunha. Agora que os últimos testemunhos reais começam a desaparecer, a companhia considerou que devia fazer algo com as suas recordações.

Um dia e uma noite no campo de concentração de Auschwitz. Uma reconstituição sem cinismo nem exageros, trabalhos forçados, gaseamentos, fugas, execuções sumárias, cremação, com sobriedade, minúcia, concentração. Um trabalho de carácter documental e artístico, que coloca o espectador na qualidade de investigador. Tudo está à vista e aos “nossos ouvidos”: não há palavras, apenas o barulho do vento e os sons manuais amplificados por microfones forjam o realismo. Durante muito tempo depois do espectáculo, as imagens, ultrapassam a tradicional divisão entre documentário e ficção. Um espectáculo indispensável.


Auschwitz, à escala 1:20... Sobre o Holocausto há muitas obras, mas nenhuma que reproduza o destino dos prisioneiros enviados para campos de extermínio com o realismo de “Kamp”... Boa parte do espectáculo é de uma crueza extrema: doem os corpinhos de resina... comove a expressão dos seus rostos, revelada em primeiros planos a preto e branco. Felizmente, Hotel Modern deixa-nos respirar: ao anoitecer, enquanto os pássaros cantam e se acendem as luzes dos postes e dos edifícios, Auschwitz parece uma aldeia tranquila... É uma miragem: a câmara entra de improviso nos dormitórios colectivos, mostra centenas de corpos amontoados em três pisos... roncam e respiram pesadamente com o alento real dos seus manipuladores, recolhidos e ampliados por microfones.“Kamp” perturba e revolve as nossas entranhas, mas desperta-nos. Vale a pena entrar e exorcizar ali o pior do passado recente da velha Europa.
- Javier Vallejo, El País


An enormous scale model of Auschwitz fills the stage. Overcrowded barracks, a railway track, a gateway with the words "Arbeit Macht Frei". Hotel Modern attempts to imagine the unimaginable: the greatest mass murder in history, committed in a purpose-built city.
Sixty years after its evacuation, Auschwitz has become a dark icon of the modern era, a mythical catastrophe, almost a fairytale. What occurred there is difficult to believe, sometimes even for those who experienced it. In Kamp, Hotel Modern attempts to re-enact the historical reality.
The model of the camp is brought to life onstage: thousands of 3" tall handmade puppets represent the prisoners and their executioners. The actors move through the set like giant war reporters, filming the horrific events with miniature cameras; the audience becomes the witness.

Ô!

Compagnie Gare Centrale (BE)



TEATRO TRINDADE Sala Estúdio
15 e 16 de Maio às 21h, 22h e 23h

DURAÇÃO
25 minutos
TÉCNICA
Teatro de objectos
PÚBLICO-ALVO
Maiores de 12 anos
IDIOMA Francês e Inglês

ENCENAÇÃO Sabine Durand AUTORIA Agnès Limbos PERFORMERS Agnès Limbos (à mesa) e Gregory Houben (no trompete) ACESSÓRIO LUMINOSO Maria Brouillard FOTOGRAFIA Mélanie Rutten


Um taxi no meio do nevoeiro... um hotel durante a noite...
A noite de núpcias de um jovem casal confuso....
Um sonho cor-de-rosa ou um pesadelo acetinado?

Nova Iorque, por volta da meia-noite, entre o fumo de um cigarro e a bruma nocturna, um casal casado de fresco embarca numa longa noite de núpcias que eles querem que seja perfeita e hollywodesca.
Um lobo de olhos vermelhos convida-se a entrar na lua-de-mel dos noivos.
Enquanto o Titanic segue a sua rota, passando pelas janelas do seu quarto de hotel, eles prometem um ao outro um amor perfeito e eterno.

Ô! Uma curta-metragem teatral. Um pequeno toque sobrenatural que nos faz recordar ambientes misteriosos dos anos 50, um filme de Hitchcock... David Lynch....

Agnès Limbos regressa e submerge-nos no seu universo selvagem e hilariante, onde se diverte a reunir fantasia e realidade, tragédia e humor. Teatro de objectos a saborear com satisfação, entre interpretação, mimo e clown.


Agnès Limbos e a sua companhia Gare Centrale tem por especificidade um humor devastador suportado por uma faculdade muito pessoal, em utilizar objectos inesperados para os transformar em sinais cénicos e tilintar a imaginação do espectador. - Vers l’avenir


A Taxi in the mist... A hotel at night… The wedding night of a young, troubled couple…
A dream in pink, or is it a nightmare in silk?
A little weird touch that makes us remember mysterious ambiences from the 50s, a Hitchcock movie… David Lynch…
Agnès Limbos returns and dive us in her humorous and wild universe, where she amuses to congregate fantasy and reality, tragedy and humour. Object theatre to taste with satisfaction…

CAPUCHINHO VERMELHO XXX

Teatro de Marionetas do Porto (PT)



MUSEU DA MARIONETA

17 de Maio às 23h e 18 de Maio às 18h

DURAÇÃO
40 minutos
TÉCNICA
Teatro de objectos
PÚBLICO-ALVO
Maiores de 12 anos
IDIOMA
Português

ENCENAÇÃO
E INTERPRETAÇÃO
João Paulo Seara Cardoso


Uma experiência de animação de objectos numa desconcertante adaptação à cena de “Capuchinho Vermelho”. Rigorosamente para adultos com sólida formação moral.

Será que já reparou que O Capuchinho Vermelho é uma história onde só se fala de comer?

João Paulo Seara Cardoso apresenta um saboroso espectáculo de teatro de objectos (perecíveis)...

Tudo começa, tranquilamente, sobre a toalha plástica de uma mesa de cozinha um pouco antes da hora do jantar, até ao momento em que… a hortaliça espalhada sobre a mesa se transforma em floresta.

A partir daí o universo balança, os espaços vacilam, os tempos mudam e assistimos petrificados à metamorfose culinária do conto, numa sequência de gestos e imagens vertiginosas. A personagem, um burocrata tímido, lívido, deixa-se levar, no espaço apertado da sua cozinha, por um saboroso delírio de invenções surrealistas.

É um espectáculo hilariante, efémero como uma boa refeição, mas do qual nos recordaremos durante muito tempo... Um Capuchinho hard-core...

O Teatro de Marionetas do Porto comemora vinte anos! Desde a sua formação a companhia produziu e apresentou 32 espectáculos. Todas as suas produções representam experiências extremamente diversas ao nível da contemporaneidade do teatro de marionetas, procurando encontrar novas formas de concepção e manipulação, novos caminhos no que diz respeito à interpretação e ao relacionamento com outras áreas de criação, como a dança, as artes plásticas e a música. A prática teatral da companhia, actualmente, revela uma visão não convencional da marioneta, conceito aliás continuamente actualizado, e o entendimento do teatro de marionetas como uma linguagem poética e imagética evocativa da contemporaneidade.

E tudo se embala, sobre esta mesa, ao ritmo da música dos discos que ele muda constantemente naquele gira-discos... O pequenino burocrata passa para a velocidade superior, numa espécie de vertigem visual na qual pensamos reconhecer Tex Avery ou Chaplin, numa cena em que o frango e a salsicha se entregam a uma cena de amor “hard” enquanto o danado do gira-discos debita o “Je t’Aime” de Jane Birkin. É o delírio... Este pequeno burocrata genial chama-se João Paulo Cardoso. – Bernard Chopplet, L’Ardennais

An experience of objects manipulation in a baffling adaptation to the scene of “Little Red Riding Hood”. For adults only with solid moral formation. Did you already notice that The Little Red Riding Hood it’s a story that only talks about eating? João Paulo Seara Cardoso presents an appetizing show of objects manipulation (perishables)… Everything starts over the plastic towel of a kitchen, when the vegetables over the table become a forest. Hilarious show, ephemeral like a good meal, but we will remember it after a long time… An hard-core Red Riding Hood…
Teatro de Marionetas do Porto, one of the most well know puppet companies in Portugal, celebrates 20 years, and presents in Lisbon, one of its first astonishing creations.

AS PEQUENAS CERIMÓNIAS

João Calixto e Tiago Gomes (PT)



MUSEU DA MARIONETA Claustro

19 de Maio às 21h30

DURAÇÃO
50 minutos

TÉCNICA
Mista

PÚBLICO-ALVO
Para Todos

IDIOMA
Sem Palavras

CRIAÇÃO E
INTERPRETAÇÃO
João Calixto e Tiago Viegas PROJECTO CENOGRAFIA E MARIONETAS João Calixto ENCENAÇÃO Pedro Santiago Cal PRODUÇÃO Dolores Matos - FIAR Centro de Artes de Rua ASSISTENCIA DE PROUÇÃO João Chicó


A trágica saga duma noite de café curto e com cheirinho... servida pelos próprios e suas marionetas.
O melhor menu de sempre até hoje nesta casa: sopa, prato, pão, vinho, café, sobremesa e apetitoso bailado (serviço à mesa incluído no menu).

Uma atmosfera especial... Sentados à mesa, dois moços repousam, entreolhando-se no vazio de uma pausa para a sesta. Ouve-se o rádio e o Capitão dorme. Clientes que entram, outros que saem. Vêm pela refeição do costume ou simplesmente por um copo de bagaço. Por vezes pode-se observar de perto o cozinheiro, um senhor afrancesado cuja vida inscreve-se num armário que abre portas a um universo de facas e cutelos, tesouras e outras ferramentas de utilidade duvidosa. Mas é mestre na ilusão da cutelaria, transformando as suas pommes de terre em extravagantes e deliciosos gourmets. Outras vezes aparece o patrão, um galo em sotaque alemão, elemento de vertigem na sua apressada rotina de barafustar...

Uma noite deliciosa no claustro do Museu da Marioneta.

João Calixto nasceu em Lisboa em 1978. Desde 1999 que desenvolve técnicas cenográficas e teatrais no caminho de um mundo de objectos. Fez parte da companhia Circolando até 2005 e actualmente colabora com diversos projectos artísticos, como a Piajio, Clara Andermatt, Turak Produtions, entre outros, paralelamente ao desenvolvimento do seu trabalho como criador e construtor de imagens.
Tiago Viegas nasceu em 1977 em Lisboa. Desde 1995 que tem desenvolvido as técnicas circenses e teatrais para dar forma a um universo cómico-dramático. Trabalhou com Bruno Bravo, Filipe Crawford, Gina Tochetto, João Brites, John Mowat e José Carlos Garcia. Actualmente colabora regularmente com as companhias Primeiros Sintomas e Companhia do Chapitô.

The tragic saga of a strong spiked coffee’s night.
Served by themselves and by their puppets. The best menu ever served in this house: Soup, main course, bread, wine, coffee, dessert and a delicious dance (Cover charge included). A delicious night in the Puppet Museum...
João Calixto has been developing scenographic and theatre techniques through the way of a objects universe since 1999. He belonged to Circolando company until 2005 and currently he collaborates with diverse artistic projects, as Piajio, Clara Andermatt ou Turak Production, between others. Tiago Viegas has developed circus and theatre techniques to form a comical and dramatical universe since 1995. He worked with Bruno Bravo, Filipe Crawford, Gina Tochetto, João Brites, John Mowat and José Carlos Garcia. He works regularly with the companies Primeiros Sintomas and Companhia do Chapitô.

TOC-TOQUE

La Cie du Petit Monde (FR)



TEATRO MARIA MATOS
20 e 21 de Maio às 22h

DURAÇÃO
45 minutos

TÉCNICA
Teatro de objectos
PÚBLICO-ALVO
Maiores de 8 anos

IDIOMA
Sem Palavras


CONCEPÇÃO E INTERPRETAÇÃO
José Pedrosa e Jean-Christophe Luçon ENCENAÇÃO Marc Brazey MÚSICA Jean-Christophe Luçon LUZ Nicolas Guellier SOM Eric Clet

Toc-Toque: teatro de objectos numa cozinha musical.
Toc-Toque nasceu do encontro entre duas formas de expressão: o teatro de objectos e a música.
Toc-Toque: uma cozinha musical onde os músicos manipulam os utensílios que ali se encontram para criarem melodias com eles.

A cozinha, praça-forte das nossas casas, é habitada por inumeráveis objectos: companheiros de armas dos trabalhos domésticos ou prolongamentos dos nossos desejos de bem-estar, que marcam a nossa vida quotidiana. Impregnados pela sua presença, a sua estética, a sua utilização, as suas sonoridades, olhamos e escutamos as suas pequenas histórias... a sua pequena cozinha!

Subitamente as saladeiras ganham vida, os rolos da massa começam a deslizar, a dançar. Estaremos a sonhar? Será que têm alma? O ritmo torna-se sincopado, a colher de madeira pega numa corda e converte-se num violoncelo, depois, em contrabaixo; a alienação das sertãs, em xilofones, nascidas de um estranho e heteróclito bazar que conta as suas pequenas histórias perante o olhar assombrado dos espectadores.

É difícil resistir ao seu encanto, à sua presença, à sua estética, à sua nova utilização, à sua sonoridade e não deixar-se levar por este teatro de objectos com vida própria dentro de uma pequena cozinha musical que não deixa de surpreender. Sonoridades jazísticas, latinas, asiáticas e contemporâneas... Imprescindível!

La Compagnie du Petit Monde foi criada por Marc Brazey em 1987. O seu objectivo é a criação e a apresentação de espectáculos de teatro de marionetas por todo o mundo, apresentando-se regularmente em vários festivais internacionais. Para além das suas próprias criações, programam no seu teatro durante todo o ano outras companhias dirigidas ao público jovem. Realizam também ateliers de teatro e de marionetas dirigidos ao público infantil, adolescente e adulto. Organizam ainda o Festival Confluences. Esta companhia integra ainda um português entre os seus membros principais, José Pedrosa, um dos responsáveis pela concepção e interpretação de Toc-Toque.

Dois cozinheiros, entre caçarolas e tachos, elaboram minuciosamente uma receita rítmica excelente... O menu melódico propõe o encontro entre uma torradeira-marimba e duas cafeteiras-maracas. Na lista encontramos igualmente o amor sibilante de três fervedores eléctricos e de um caixote do lixo-gongo. Enfim, a surpresa do chefe que reinventa a dança dos pequenos pães de Chaplin... Conchas, panelas, tachos, é a volta ao mundo em 80 utensílios a ferver de recursos e de imaginação. Marc Brazey orquestra de uma forma saborosa os seus dois músicos-marionetistas indiscretos numa encenação com ambientes sonoros variados. Por vezes jazístico, como quando o espaguete colado ao fundo do tacho se transforma em contrabaixo, outras vezes asiático, quando frigideiras, e outros recipientes se transformam num gamelão – o conjunto instrumental de percussão que acompanha os espectáculos de sombras da Indonésia.Brincando com os talheres como electrodomésticos, José Pedrosa e Jean-Christophe Luçon mergulham-nos numa cozinha gastronómica de ferro fundido e de aço. E nesta cozinha nada é poupado, da louça ao pequeno-almoço, eles tiram todo o repertório de possibilidades acústicas existentes. Incontestavelmente, esta nova cozinha, deliciosa e pertinente, faz viver as marionetas-recipientes, e leva-nos a saborear o mundo com os olhos de uma criança. - Elsa Mingot, evene.fr

Place a dancer and a few musicians together. Let them play with objects and sounds, put a good director on the job and a marvellous performance is born. All materials and objects have sound and become music in the hands of these theatre makers. The music is jazzy, latino, asian and contemporary. The kitchen plays an important role in our homes, it is inhabited by numerous objects: some act as a sort of domestic comrade-in-arms, others are expressions of our desire for well-being; all of them punctuate our daily lives. Closely connected as we are to their presence, appearance and use – we can also imagine a world in which they are masters of their own functions, have their own personalities, communicate using sound and movement, have their own relationships. This is the story of the hidden life within our kitchens. The show engages the audience in the daily life of a kitchen, from dawn until dusk, portraying those items that we know so well, as we watch them become our heroes for a day. The instrumental “language”, created by two musician-puppeteers, draws us into a world in which the ordinary is extraordinary. This company made a brand new repertoire with this performance which has been seen already everywhere. A splendid performance made with a lot of musical humour.

OPERATIC EXCERPTS

Quanzhou Marionette Troupe (CHN)



MUSEU DO ORIENTE
21, 22 e 23 de Maio às 21h30

DURAÇÃO
45 minutos

TÉCNICA
Marionetas de fios

PÚBLICO-ALVO
Maiores de 7 anos

IDIOMA
Sem Palavras

DIRECTOR ARTÍSTICO
Wang Jingxian MARIONETISTAS Zeng Guoheng, Shen Suge, Wei Shaocong, Xu Runming, Wu Weihong, Lin Congpeng, Fu Duanfeng, Li Xiaohui, Huang Wenjun e Chen Luanzhi MÚSICOS Chen Zhijie, Lin Jianyu, Huang Dasheng, Xu Ziming, Lin Jiacai, Zeng Kaiyu e Wu Jilian

Quanzhou Marionette Troupe, composta por cerca de sessenta elementos, é considerada uma das maiores e melhores companhias de marionetas de fios do mundo, pela riqueza da sua tradição, manipulação e beleza das suas marionetas. Mergulhada em 2 mil anos de história da marioneta viaja a Lisboa para nos revelar o seu teatro mágico.

O teatro de marionetas de Quanzhou, um dos maiores expoentes da arte das marionetas na China, foi agraciado com o título National Intangible Cultural Heritage. O grupo foi criado em 1952 na cidade de Quanzhou, em Fujian, província do sudeste da China. Já fez mais de oitenta digressões, tendo actuado nos cinco continentes e em mais de quarenta países. Foi considerado pelo Ministério da Cultura chinês como Cultural Spearheading Group. Tem recebido inúmeros prémios pelas suas produções. Actualmente é a única companhia profissional de marionetas de fios tradicionais com o estilo de Quanzhou, o que a torna ainda mais preciosa e rara. A técnica de escultura e pintura das suas marionetas é única, mantendo a elegância e o encanto das dinastias Tang (618-907) e Song (960-1279).

As marionetas de fios de Quanzhou têm um repertório de cerca de setecentas peças e de trezentas canções e melodias de música tradicional para marionetas. O grupo é o orgulhoso detentor de um conjunto de práticas performativas, repertório, antigos instrumentos e de uma música específica para marionetas de fios, Ka-lé, centenas de anos de uma herança cultural que a tornam um legado cultural único.

Pela primeira vez em Portugal estarão 10 actores-manipuladores e oito músicos de instrumentos tradicionais chineses, para nos revelarem os segredos desta arte ancestral.
O marionetista deve saber cantar, dançar e mover-se de forma sincronizada com a sua personagem, o que requer uma longa prática e formação profissional. Começam muitas vezes a sua aprendizagem em crianças, precisando geralmente de cinco anos para aprender os conceitos básicos, e cerca de vinte anos para completar o seu ensino e saber manipular mais de trinta fios.

As marionetas de Quanzhou são verdadeiras obras de arte e possuem grande complexidade. Têm tronco, braços, pernas e uma cabeça (geralmente construída em madeira de cânfora ou de salgueiro) com mecanismos internos. Podem mover os olhos e a boca, segurar canetas, copos, abanar leques ou ainda brandir espadas, lanças e outras armas. As marionetas fazem amor e guerra, discutem e lutam, dançam, correm e fazem piruetas. Autênticos retratos de homens e mulheres de todas as idades e profissões, mas também de espíritos ou animais selvagens.

Têm geralmente entre catorze a trinta e seis fios presos a um “controle”, mas manipulados individualmente com os dedos, como os fios de uma harpa. Algumas das marionetas mais complexas têm mais de cinquenta fios, sendo necessários dois manipuladores em simultâneo. O marionetista deve colocar em funcionamento todos os músculos das suas mãos, pois os dez dedos controlam cerca de vinte ou trinta fios. As marionetas de fios são as mais sofisticadas de todas as marionetas chinesas, no que se refere aos seus mecanismos.

De uma beleza estonteante, a perfeição de uma arte milenar de manipulação de excelência!

The Quanzhou Marionette Troupe China was founded in 1952, and is a major exponent of marionette theatre in the Quanzhou tradition, which has been named a national intangible cultural heritage. It has a stock repertory of over seven hundred plays and over three hundred set tunes and melodies for the traditional puppet music. It is also the proud owner of a unique set of staging routines, performing practices and ancient instruments that make up a legacy rarely found elsewhere. The Troupe has given more than eighty tours, having performed in all five continents and forty countries and regions. The Troupe was awarded the accolade as a Cultural Spearheading Group by the Ministry of Culture in China. The troupe's objective has always been to spread the art of traditional string puppetry. They have developed the ancient art of puppetry by making revolutionary changes and creations. There are 60 members in the troupe. From puppet modelling, image making, string arranging and controlling, stage formatting to program themes, forms as well as contents, the troupe has put great effort to enrich the shows' communicative power and also to improve their own performative techniques.

HOUDINI'S SUITCASE

Pickled Image (UK)



TEATRO MARIA MATOS
23 e 24 de Maio às 22h

DURAÇÃO
55 minutos
TÉCNICA
Mista
PÚBLICO-ALVO
Maiores de 12 anos
IDIOMA
Inglês


CONCEITO, CENOGRAFIA, CONSTRUÇÃO DE MARIONETAS E ACTORES-MANIPULADORE
S
Victoria Andrews e Dik Downey ENCENAÇÃO Emma Lloyd MECANISMOS DAS MARIONETAS Marc Parrett FIGURINOS Maja Nygren e Ragnhild Lie SET DE MAGIA Max Humphries COMPOSITOR E DESENHO DE SOM Simon Preston DESENHO DE LUZ Marianne Thallaug Wedset TÉCNICO E DESIGN Onela Keal

Houdini’s Suitcase é o último espectáculo da companhia aclamada internacionalmente Pickled Image. Criado na Primavera de 2006 nas profundezas do Norte da Noruega, é um espectáculo de teatro visual, com uma atmosfera e uma banda sonora muito especiais.

Rodeado pela sua bagagem, numa estação de comboios deserta, um velho homem espera e lembra-se dos tempos antigos. Ele é Joska Maloth, que outrora foi aprendiz do grande Houdini. O tempo anda devagar quando se espera que algo importante aconteça, mas tudo o que se pode fazer é recordar. Memórias, tristezas e triunfos. As suas malas e caixas contêm o seu passado. Abre uma por uma e o cheiro a naftalina invade o ar. As suas recordações revelam um macabro carnaval de estranhas, mas bonitas personagens, que aparecem para nos contarem a sua história – uma história de amor, perda, envelhecimento, infância, noites do circo e a lama das trincheiras da Primeira Guerra Mundial. Com um elenco de figuras singulares, máscaras e teatro de marionetas, Houdini´s Suitcase é um espectáculo comovente, nostálgico, pungente e cheio de um humor maravilhoso.

A companhia Pickled Image foi formada em 2000 por Dik Downey e Vicky Andrew. O grupo tem estado imerso no mundo das marionetas, seja quando actua em teatros com os seus imaginativos espectáculos, ou na rua, deliciando audiências com o seu sucesso internacional Bernards Puppet Bonanza, que esteve no FIMFA Lx5. Os Pickled Image têm inspirado e educado todos os que têm um interesse especial por marionetas.

Vindo da companhia Green Ginger, Dik Downey tem um incontestável talento de actor e marionetista. A nostalgia de uma época passada, que leva o espectador pelas recordações de um velho ilusionista no meio das suas malas de viagens. Reencontros, amores impossíveis e grandes momentos de espectáculos... Marionetas e objectos são utilizados para permitir as evocações ternas e divertidas. A manipuladora que também constrói as marionetas, dá-lhes vida com extrema habilidade... o essencial deste espectáculo deve procurar-se na sensibilidade que liberta. A memória é frágil e insistente: ressoa como uma pequena música em cada espectador... para nos surpreender onde não esperamos... - Lucile Bodson, Directora do Institut International de la Marionnette, Charleville-Mézières

Houdini’s Suitcase is the latest show from acclaimed international puppet company Pickled Image. Created in the spring 06 in the depths of north Norway, Houdini’s Suitcase is a highly atmospheric piece of visual theatre that contains live performance, extraordinary puppets, ingenious objects, beautiful contraptions, exquisite lighting and a haunting soundtrack. It has a deeply moving story that contains pathos and comedy and uses a minimum of language. On top of a towering pile of luggage in a deserted railway station an old man waits and remembers. He is Joska Maloth, one time apprentice to the great Houdini. His cases and trunks contain his past. One by one he opens them, and the smell of mothballs pervades the air. As he starts to remember, a macabre carnival of strange yet beautiful characters appear to tell his story – a story of love, loss, ageing, childhood, nights at the circus and the mud soaked trenches of the First World War.

POLI DEGAINE

Cie La Pendue (FR)



MUSEU DA MARIONETA

24 de Maio às 18h e 25 de Maio às 16h


DURAÇÃO
50 minutos

TÉCNICA
Marionetas de luva

PÚBLICO-ALVO
Maiores de 6 anos

IDIOMA
Francês e Português


ENCENAÇÃO E MARIONETISTAS
Estelle Charlier e Romuald Collinet CONCEPÇÃO E CENOGRAFIA Romuald Collinet MARIONETAS Estelle Charlier

A jovem companhia La Pendue reiventa o insolente Polichinelo para nos fazer morrer a rir.

Dois marionetistas ligeiramente perturbados trazem uma arma de hilaridade maciça: desembainham o Polichinelo, a marioneta mais célebre do mundo e preparam-se, com um entusiasmo frenético, para dar o seu espectáculo, mas... como habitualmente, nada se passa como estava previsto.

Bem-vindos ao frenesi desopilante de uma nova versão de Polichinelo, onde este surge no seu carácter mais desenfreante e a um ritmo demolidor, provocando rabanadas de riso que atingem, sem distinção, tanto as crianças como os adultos. Porque o Polichinelo ri de tudo. Mesmo da morte.

Libertário incontornável, Polichinelo, um “velho” com cerca de quatrocentos anos, continua a fazer rir o público e a atrair os marionetistas. Nesta versão totalmente desconjuntada, Poli interrompe mal-humorado a sua sesta, recusa-se a actuar, ofende e mata todos os que o querem obrigar a fazer o seu trabalho: o cão, a galinha, Dame Gigogne, os seus 22 bebés, o polícia, o carrasco, o Diabo e até a própria Morte. Nada feito contra a sua preguiça! Poli manda sistematicamente a todos passear. A recusa ao espectáculo torna-se a razão do espectáculo, os manipuladores acabam manipulados e a confusão define a sua coerência barroca. O ritmo é incrível, a presença fabulosa, a manipulação sem par...

É neste espírito, mas também com uma insolência e uma crueldade assombrosa, que a companhia La Pendue se apoia nesta personagem libertária e incontrolável, para além de uma manipulação absolutamente extraordinária!

Uma cadência infernal, perseguições e corridas frenéticas, cenas de acção de cortar a respiração, quiproquós e imbróglios sem acabar... não, não estou a falar do último filme de Tarantino, é um espectáculo de teatro popular e de marionetas de luva... - Happy Culture, Sène Genobloise

Two puppeteers a little insane are bringing with them a massive weapon of hilarity: they draw Polichinelle, the most famous puppet in the world and, with unbridled enthusiasm, get ready to perform a show of which exceptional qualities they have proclaimed. But, as planned, nothing goes as planned. Welcome to the hilarious frenzy of a new version of Polichinelle where he appears in his most wild outburst, in an explosive rhythm, provoking roars of laughter that strike indiscriminately kids as much as adults. Because Polichinelle laughs at everything. Death included. On a staggering rhythm and with bursts of laughter, the two puppet masters bring alive a dusted-off Polichinelle, and skilfully take us between tradition and modernity. Behind these playful jokes, La Pendue offers, as much to adults as to children, a provocative show with an impudent and unashamed style.